CTEEP– PERICULOSIDADE
Conforme Informação 240/11 e divulgado pelo site do Sinergia CUT, foi realizada ontem (27) com a empresa reunião para tratar sobre o processo da periculosidade.
A empresa apresentou a proposta econômica e a listagem com os nomes, que segundo a empresa, estão habilitados a receber a indenização.
A proposta da empresa é de R$ 36.721,00 milhões para 1.861 pessoas (assistidos e ativos), sendo que a 1ª proposta apresentada há 18 meses (1 ano e meio) foi de R$ 6 mi para aproximadamente 400 pessoas.
A direção do Sinergia CUT, junto com á área jurídica e perito (prestador de serviços), estará analisando os nomes e confrontando os dados do cadastramento do site e analisando os valores apresentados. Somente após esses procedimentos serão realizadas assembléias com os trabalhadores para deliberar sobre os valores e condições da proposta.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
A CUT é diferente das outras centrais
Em maio, quando a Central Única dos Trabalhadores (CUT) decidiu realizar no próximo 6 de julho um Dia Nacional de Mobilização em defesa da classe trabalhadora, sua Executiva Nacional deliberou que era necessário procurar entidades com histórico de luta, mobilização, representatividade e, especialmente, com bandeiras de luta em sintonia com a Plataforma que a CUT formula e pratica desde a sua criação. O objetivo era e continua sendo claro: priorizar a unificação em torno de uma pauta comum entre as entidades dos movimentos sociais com essas características.
Por isso, a CUT procurou o MST, a CMP (Central de Movimentos Populares), a Marcha Mundial de Mulheres, a FUP (Federação Única dos Petroleiros) e outras entidades da CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais), que apoiaram a ideia e se incorporaram ao processo de mobilização e organização dessa ação unitária da CUT e dos movimentos sociais.
Como sempre, saímos na frente
Temos assistido recentemente tentativas de algumas centrais sindicais de pegar carona nas mobilizações da CUT.
Um exemplo recente dessas tentativas foi o anúncio, por parte de outras cinco centrais, de que estariam realizando uma mobilização – justamente – no dia 6 de julho. Fizeram isso mais de um mês depois de a CUT ter anunciado o seu Dia Nacional de Lutas para a mesma data.
Sob o falso argumento da unidade das centrais sindicais em torno da pauta trabalhista aprovada no Pacaembu, em junho de 2010, e das conquistas obtidas nos últimos anos, dizem que basta fazermos mobilizações conjuntas para obtermos vitórias.
A avaliação da conjuntura nacional feita pela direção da CUT é diferente.
Essa suposta unidade é falsa
Talvez o único ponto em que temos consenso entre as centrais sindicais seja a redução da jornada de trabalho para 40 horas, que é fundamental, mas somente a nossa “unidade” não foi capaz de colocar a proposta para ser aprovada pelo congresso nacional.
Porém, e os outros pontos da nossa pauta?
Vamos elencar algumas propostas que nos diferem, a começar pela mais evidente e aquela que, a julgar por todas as práticas das demais centrais, é instransponível para aquelas entidades:
Convenção 87 e fim do imposto sindical
Lutamos por liberdade e autonomia sindical, com aprovação da convenção 87 da OIT; pelo fim do imposto sindical e a implementação de uma contribuição da negociação coletiva aprovada pelos próprios trabalhadores em assembleias.
Trabalho decente
Pela implementação da agenda do trabalho decente, com mais e melhores empregos, por igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, a luta contra a precarização e a terceirização, e a luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas sem redução de salário; pelo fim do fator previdenciário e pela regulamentação da convenção 151 da OIT. Pelos enunciados aqui expostos, pode-se ter a falsa impressão que todas as centrais têm acordo em relação a este parágrafo, mas não existe tal acordo, como veremos a seguir.
Terceirização
Temos uma posição muito clara em relação à terceirização: ela é responsável pelo aumento das mortes, acidentes de trabalho e de doenças profissionais e vem sendo utilizada pelo capital para precarizar as condições de trabalho, reduzir custos, enfraquecer o movimento sindical criando milhares de sindicatos de gaveta. Por tudo isso, propusemos um projeto de lei, apresentado pelo deputado federal Vicentinho (PT-SP), regulamentando a terceirização. Enquanto isso, algumas centrais sindicais que têm alguma representação em empresas terceirizadas querem aumentar a terceirização, ou seja, querem fortalecer o setor empresarial na falsa expectativa de aumentar o número de sindicatos filiados a elas. Enquanto isso, os trabalhadores...!!!!
Convenção 151 da OIT
Essa convenção garante a negociação coletiva para os trabalhadores do setor publico em todo o Brasil. Foi incluída como reivindicação pela CUT nas Marchas da Classe Trabalhadora e encaminhada pelo ex- presidente Lula ao Congresso Nacional, que a aprovou. Estamos agora precisando aprovar rapidamente a regulamentação da 151, para que ela possa entrar em vigor em todo o território nacional, democratizando as relações de trabalho no setor público. Foram realizadas milhares de horas de negociação junto ao Ministério do Planejamento para aprovar um projeto que regulamente a negociação coletiva e a solução dos conflitos.
E o que fazem as outras centrais sindicais? Criaram outro grupo no âmbito do Ministério do Trabalho – hoje totalmente aparelhado por uma central – para discutir o mesmo assunto e embaralhar o processo que já vinha bastante adiantado. E o que é mais grave: as premissas defendidas por algumas centrais são para piorar a situação, ou seja, querem implementar a unicidade sindical e o imposto sindical no setor publico, na contramão de tudo aquilo que defendemos. O movimento sindical no setor público já nasceu sob o manto da liberdade e autonomia sindical e sem o imposto. As demais centrais não estão preocupadas com a negociação coletiva e sim com a organização sindical no setor público do ponto de vista deles.
Para nós da CUT, a luta pelos pressupostos das convenções 87 e 151 da OIT são princípios fundamentais e históricos da CUT. Isso, somado à legislação de combate às práticas antissindicais, direito à negociação coletiva e a organização por local de trabalho são pressupostos para consolidarmos uma nova estrutura sindical de acordo com os princípios cutistas e que fortaleça as entidades sindicais realmente representativas, com o fortalecimento da negociação coletiva rumo ao contrato coletivo de trabalho por ramo de atividade.
Fim do fator previdenciário
Milhões de trabalhadores aguardam as discussões sobre o fim do fator previdenciário para decidir o que fazer de suas vidas: se aposentam ou se esperam o resultado das negociações. Enquanto isso, a tábua de expectativa de vida do IBGE vai sendo alterada a cada ano e, assim, aumenta o tempo necessário para que as pessoas se aposentem.
Em lugar de apresentar propostas concretas e viáveis, como a CUT fez ao apresentar para o debate o Fator 85/95, em 2009, as centrais repetem o mantra do “fim do fator previdenciário” sem dizer como isso pode acontecer.
Apostam assim na demagogia e deixam na espera milhões de trabalhadores e trabalhadoras. E o que é pior, a cada ano a situação piora. Quando começamos esse debate, em 2009, um trabalhador para ter 100% do seu benefício precisava ter 35 anos de contribuição e 62.4 de idade. Hoje, dois anos depois, precisa ter 64.7 anos de idade para alcançar os mesmos 100%.
Educação
Defesa da implementação do Plano Nacional da Educação com a destinação de 10% do PIB brasileiro para a educação; a ampliação da educação no campo e a qualificação profissional com participação dos trabalhadores. Esta é uma luta que a CUT e suas entidades têm levado adiante sem o real envolvimento das outras centrais.
Alimentos
Defesa da reforma agrária, aprovação da PEC do trabalho escravo, do limite de propriedade da terra para diminuir a enorme concentração hoje existente; a mudança do modelo agrário, com a ampliação dos recursos e de politicas publicas para a agricultura familiar, que é responsável por 70% dos alimentos que chegam a mesa dos brasileiros (as); a luta contra os agrotóxicos e contra os especuladores do agronegócio. Como é sabido, as outras centrais não têm dedicado seus esforços à luta por essas mudanças – a não ser que se entenda que simplesmente assinar panfletos genéricos sobre os temas pode significar luta de fato.
Reformas política e tributária
Por uma reforma política que amplie a democracia direta e que fortaleça a democracia representativa e por uma reforma tributária que seja progressiva com base na renda e no patrimônio. As demais centrais têm debatido esses assuntos e estão empenhadas, colocando gente na rua, para pressionar por essas mudanças?
Somos diferentes: lutamos em todas as frentes
Esses são alguns exemplos da impossibilidade de fazer mobilização conjunta com as outras centrais, pois como faremos atos políticos se os objetivos são outros?
Faríamos mobilizações conjuntas só para produzir imagens para a mídia convencional, sem nenhuma consequência ou avanço para a classe trabalhadora?
É evidente que não. O que precisamos é construir nosso próprio Dia Nacional de Mobilização, com muitos militantes nas ruas de diferentes cidades do País, para defender a pauta da CUT e dos movimentos sociais, com todas as suas especificidades, e convencer a opinião pública da importância de nossas bandeiras.
As demais centrais, ao elaborarem a agenda das suas mobilizações, colocam quase todas as suas fichas na disputa junto ao Congresso Nacional acreditando que essa é a única frente de luta.
Para a CUT, a principal tarefa é mobilizar os trabalhadores/as na base. O dia 06 de julho será um dia de assembléias em todos os sindicatos filiados à Central (atrasos na entrada, paralisações de uma, duas ou quatro horas, passeatas, manifestações nos aeroportos, etc).
E a luta deve se dar em todas as frentes – no Legislativo, Executivo e Judiciário – no Governo Federal, nos Governos Estaduais e Municipais.
É importante ainda deixar claro que não faltou à CUT, nos últimos anos, disposição para dialogar e elaborar propostas em conjunto com as demais centrais. Investimos muito tempo e trabalho nessa tarefa, porém o vai e vem das outras entidades em suas posições, deixando os processos de tomada de decisão inconclusos, é o que de fato prejudica essa unidade na luta.
Continuaremos sempre buscando a unidade na luta quando o assunto for de interesse geral da classe trabalhadora, como é o caso da luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas sem redução de salário.
SOMOS DIFERENTES! SOMOS CUT!
Artur Henrique, presidente nacional da CUT
Fonte: www.cut.org.br
Em maio, quando a Central Única dos Trabalhadores (CUT) decidiu realizar no próximo 6 de julho um Dia Nacional de Mobilização em defesa da classe trabalhadora, sua Executiva Nacional deliberou que era necessário procurar entidades com histórico de luta, mobilização, representatividade e, especialmente, com bandeiras de luta em sintonia com a Plataforma que a CUT formula e pratica desde a sua criação. O objetivo era e continua sendo claro: priorizar a unificação em torno de uma pauta comum entre as entidades dos movimentos sociais com essas características.
Por isso, a CUT procurou o MST, a CMP (Central de Movimentos Populares), a Marcha Mundial de Mulheres, a FUP (Federação Única dos Petroleiros) e outras entidades da CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais), que apoiaram a ideia e se incorporaram ao processo de mobilização e organização dessa ação unitária da CUT e dos movimentos sociais.
Como sempre, saímos na frente
Temos assistido recentemente tentativas de algumas centrais sindicais de pegar carona nas mobilizações da CUT.
Um exemplo recente dessas tentativas foi o anúncio, por parte de outras cinco centrais, de que estariam realizando uma mobilização – justamente – no dia 6 de julho. Fizeram isso mais de um mês depois de a CUT ter anunciado o seu Dia Nacional de Lutas para a mesma data.
Sob o falso argumento da unidade das centrais sindicais em torno da pauta trabalhista aprovada no Pacaembu, em junho de 2010, e das conquistas obtidas nos últimos anos, dizem que basta fazermos mobilizações conjuntas para obtermos vitórias.
A avaliação da conjuntura nacional feita pela direção da CUT é diferente.
Essa suposta unidade é falsa
Talvez o único ponto em que temos consenso entre as centrais sindicais seja a redução da jornada de trabalho para 40 horas, que é fundamental, mas somente a nossa “unidade” não foi capaz de colocar a proposta para ser aprovada pelo congresso nacional.
Porém, e os outros pontos da nossa pauta?
Vamos elencar algumas propostas que nos diferem, a começar pela mais evidente e aquela que, a julgar por todas as práticas das demais centrais, é instransponível para aquelas entidades:
Convenção 87 e fim do imposto sindical
Lutamos por liberdade e autonomia sindical, com aprovação da convenção 87 da OIT; pelo fim do imposto sindical e a implementação de uma contribuição da negociação coletiva aprovada pelos próprios trabalhadores em assembleias.
Trabalho decente
Pela implementação da agenda do trabalho decente, com mais e melhores empregos, por igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, a luta contra a precarização e a terceirização, e a luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas sem redução de salário; pelo fim do fator previdenciário e pela regulamentação da convenção 151 da OIT. Pelos enunciados aqui expostos, pode-se ter a falsa impressão que todas as centrais têm acordo em relação a este parágrafo, mas não existe tal acordo, como veremos a seguir.
Terceirização
Temos uma posição muito clara em relação à terceirização: ela é responsável pelo aumento das mortes, acidentes de trabalho e de doenças profissionais e vem sendo utilizada pelo capital para precarizar as condições de trabalho, reduzir custos, enfraquecer o movimento sindical criando milhares de sindicatos de gaveta. Por tudo isso, propusemos um projeto de lei, apresentado pelo deputado federal Vicentinho (PT-SP), regulamentando a terceirização. Enquanto isso, algumas centrais sindicais que têm alguma representação em empresas terceirizadas querem aumentar a terceirização, ou seja, querem fortalecer o setor empresarial na falsa expectativa de aumentar o número de sindicatos filiados a elas. Enquanto isso, os trabalhadores...!!!!
Convenção 151 da OIT
Essa convenção garante a negociação coletiva para os trabalhadores do setor publico em todo o Brasil. Foi incluída como reivindicação pela CUT nas Marchas da Classe Trabalhadora e encaminhada pelo ex- presidente Lula ao Congresso Nacional, que a aprovou. Estamos agora precisando aprovar rapidamente a regulamentação da 151, para que ela possa entrar em vigor em todo o território nacional, democratizando as relações de trabalho no setor público. Foram realizadas milhares de horas de negociação junto ao Ministério do Planejamento para aprovar um projeto que regulamente a negociação coletiva e a solução dos conflitos.
E o que fazem as outras centrais sindicais? Criaram outro grupo no âmbito do Ministério do Trabalho – hoje totalmente aparelhado por uma central – para discutir o mesmo assunto e embaralhar o processo que já vinha bastante adiantado. E o que é mais grave: as premissas defendidas por algumas centrais são para piorar a situação, ou seja, querem implementar a unicidade sindical e o imposto sindical no setor publico, na contramão de tudo aquilo que defendemos. O movimento sindical no setor público já nasceu sob o manto da liberdade e autonomia sindical e sem o imposto. As demais centrais não estão preocupadas com a negociação coletiva e sim com a organização sindical no setor público do ponto de vista deles.
Para nós da CUT, a luta pelos pressupostos das convenções 87 e 151 da OIT são princípios fundamentais e históricos da CUT. Isso, somado à legislação de combate às práticas antissindicais, direito à negociação coletiva e a organização por local de trabalho são pressupostos para consolidarmos uma nova estrutura sindical de acordo com os princípios cutistas e que fortaleça as entidades sindicais realmente representativas, com o fortalecimento da negociação coletiva rumo ao contrato coletivo de trabalho por ramo de atividade.
Fim do fator previdenciário
Milhões de trabalhadores aguardam as discussões sobre o fim do fator previdenciário para decidir o que fazer de suas vidas: se aposentam ou se esperam o resultado das negociações. Enquanto isso, a tábua de expectativa de vida do IBGE vai sendo alterada a cada ano e, assim, aumenta o tempo necessário para que as pessoas se aposentem.
Em lugar de apresentar propostas concretas e viáveis, como a CUT fez ao apresentar para o debate o Fator 85/95, em 2009, as centrais repetem o mantra do “fim do fator previdenciário” sem dizer como isso pode acontecer.
Apostam assim na demagogia e deixam na espera milhões de trabalhadores e trabalhadoras. E o que é pior, a cada ano a situação piora. Quando começamos esse debate, em 2009, um trabalhador para ter 100% do seu benefício precisava ter 35 anos de contribuição e 62.4 de idade. Hoje, dois anos depois, precisa ter 64.7 anos de idade para alcançar os mesmos 100%.
Educação
Defesa da implementação do Plano Nacional da Educação com a destinação de 10% do PIB brasileiro para a educação; a ampliação da educação no campo e a qualificação profissional com participação dos trabalhadores. Esta é uma luta que a CUT e suas entidades têm levado adiante sem o real envolvimento das outras centrais.
Alimentos
Defesa da reforma agrária, aprovação da PEC do trabalho escravo, do limite de propriedade da terra para diminuir a enorme concentração hoje existente; a mudança do modelo agrário, com a ampliação dos recursos e de politicas publicas para a agricultura familiar, que é responsável por 70% dos alimentos que chegam a mesa dos brasileiros (as); a luta contra os agrotóxicos e contra os especuladores do agronegócio. Como é sabido, as outras centrais não têm dedicado seus esforços à luta por essas mudanças – a não ser que se entenda que simplesmente assinar panfletos genéricos sobre os temas pode significar luta de fato.
Reformas política e tributária
Por uma reforma política que amplie a democracia direta e que fortaleça a democracia representativa e por uma reforma tributária que seja progressiva com base na renda e no patrimônio. As demais centrais têm debatido esses assuntos e estão empenhadas, colocando gente na rua, para pressionar por essas mudanças?
Somos diferentes: lutamos em todas as frentes
Esses são alguns exemplos da impossibilidade de fazer mobilização conjunta com as outras centrais, pois como faremos atos políticos se os objetivos são outros?
Faríamos mobilizações conjuntas só para produzir imagens para a mídia convencional, sem nenhuma consequência ou avanço para a classe trabalhadora?
É evidente que não. O que precisamos é construir nosso próprio Dia Nacional de Mobilização, com muitos militantes nas ruas de diferentes cidades do País, para defender a pauta da CUT e dos movimentos sociais, com todas as suas especificidades, e convencer a opinião pública da importância de nossas bandeiras.
As demais centrais, ao elaborarem a agenda das suas mobilizações, colocam quase todas as suas fichas na disputa junto ao Congresso Nacional acreditando que essa é a única frente de luta.
Para a CUT, a principal tarefa é mobilizar os trabalhadores/as na base. O dia 06 de julho será um dia de assembléias em todos os sindicatos filiados à Central (atrasos na entrada, paralisações de uma, duas ou quatro horas, passeatas, manifestações nos aeroportos, etc).
E a luta deve se dar em todas as frentes – no Legislativo, Executivo e Judiciário – no Governo Federal, nos Governos Estaduais e Municipais.
É importante ainda deixar claro que não faltou à CUT, nos últimos anos, disposição para dialogar e elaborar propostas em conjunto com as demais centrais. Investimos muito tempo e trabalho nessa tarefa, porém o vai e vem das outras entidades em suas posições, deixando os processos de tomada de decisão inconclusos, é o que de fato prejudica essa unidade na luta.
Continuaremos sempre buscando a unidade na luta quando o assunto for de interesse geral da classe trabalhadora, como é o caso da luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas sem redução de salário.
SOMOS DIFERENTES! SOMOS CUT!
Artur Henrique, presidente nacional da CUT
Fonte: www.cut.org.br
Nova data reunião ACT 2011.
Prezados Senhores
Conforme acertado com V.Sas. nesta data, estamos redesignando a reunião agendada para amanhã, dia 21/06/2011 para o dia***22/06/2011*, às*10h*, em prosseguimento a negociação do ACT/2011.
Informamos ainda que a referida reunião será realizada no Hotel Transamérica, sito a Rua Gomes de Carvalho, 1005 (rua atrás da CTEEP).
Atenciosamente,
Sílvio Luiz de Souza
Gerente do Departamento de Recursos Humanos - AR
Conforme acertado com V.Sas. nesta data, estamos redesignando a reunião agendada para amanhã, dia 21/06/2011 para o dia***22/06/2011*, às*10h*, em prosseguimento a negociação do ACT/2011.
Informamos ainda que a referida reunião será realizada no Hotel Transamérica, sito a Rua Gomes de Carvalho, 1005 (rua atrás da CTEEP).
Atenciosamente,
Sílvio Luiz de Souza
Gerente do Departamento de Recursos Humanos - AR
Nova data: Processo da Peri.
Prezados Senhores
Convidamos V.Sas., para participarem da reunião que será realizada a partir das 15h do dia 22/06/2011, para continuidade da discussão do Processo Ação de Periculosidade.
Informamos ainda que a referida reunião será realizada no Hotel Mercure, sito à Avenida Aquidaban 400 - Centro - Campinas.
Atenciosamente,
Sílvio Luiz de Souza
Gerente do Departamento de Recursos Humanos - AR
Convidamos V.Sas., para participarem da reunião que será realizada a partir das 15h do dia 22/06/2011, para continuidade da discussão do Processo Ação de Periculosidade.
Informamos ainda que a referida reunião será realizada no Hotel Mercure, sito à Avenida Aquidaban 400 - Centro - Campinas.
Atenciosamente,
Sílvio Luiz de Souza
Gerente do Departamento de Recursos Humanos - AR
terça-feira, 14 de junho de 2011
O PRIVATIZADOR:
Alckmin diz que, com chuva, Eletropaulo não opera com segurança
O governador Geraldo Alckmin disse na manhã desta quinta-feira que a Eletropaulo não tem "condições mínimas" de operar com segurança em dias de chuva. Ontem, pelo menos um milhão de pessoas ficaram sem luz em nove cidades da Grande São Paulo. Alguns paulistanos ficaram às escuras por até 30 horas. Segundo o governador, a Secretaria de Energia estuda maneiras de acionar a concessionária. Ele disse ainda que pediu à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que aumente o número de fiscais da Arsesp, agência reguladora dos serviços de energia do governo estadual.
"A concessionária vai ter que indenizar pessoas pelo prejuízo, além de tomar todas as medidas. O que está claro é que ela não tem as condições de operar com segurança quando tem chuva, tempestade", disse. "Não tem as condições mínimas de atendimento rápido ao usuário e, ao mesmo tempo, de prevenir esses problemas de tempestade e de vento que todo mundo sabe que ocorrem", emendou o Governador.
Falta investimentos na Eletropaulo, diz Aníbal
Bairros de São Paulo estão há mais de 30h sem luz
O vendaval provocado pela passagem do ciclone extratropical nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, ainda causa diversos transtornos em São Paulo. Apesar do fim da ventania, milhares de pessoas passaram boa parte do dia de ontem sem energia e em algumas áreas o apagão persiste.
Em entrevista ao repórter Patrick Santos, o secretário estadual de Energia, José Aníbal, revelou que “a situação é muito preocupante e todas as iniciativas que estão ao alcance estão sendo tomadas”. “A preocupação, vem pelo fato de que nós da Secretaria de Energia por determinação do governador, desde janeiro estamos conversando com a Eletropaulo todas as semanas, para que melhore o atendimento, não só o call center, mas também, para que esses torpedos funcionem. É fácil enviá-los, mas não há respostas”.
Aníbal enfatizou que a empresa deve “aumentar a quantidade de equipes à disposição para o atendimento das pessoas e com isso, mostrar o quanto é relevante diminuir o tempo de interrupção”. “O fato de ter residências com serviços interrompidos por mais de 30 horas é assustador. Aonde é que estão as equipes da empresa? Nós solicitamos, em fevereiro, o governador ligou e eu também liguei para o presidente da Anel, responsável por fiscalizar o setor, pedimos 38 novos fiscais (…) E até agora, nada”.
O secretário estadual de Energia alertou que “o ciclone, imprevistos não justificam. O que acontece é a falta de investimento. A empresa não está investindo adequadamente no que se refere ao atendimento e equipes de manutenção”.
A VERDADEIRA HISTÓRIA
Setor Energético e a herança dos governos FHC / Covas / Alckmin / Serra
Na década de 90, iniciou-se o desmonte do setor energético com a aprovação do PND (Programa Nacional de Desestatização ou Lei 8.031/90), ainda no governo Collor. Em 1995, o governo FHC alterou a Lei de Concessões e privatizou a Escelsa. Em 1996, criou a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).
Em 2001, após o abandono do planejamento energético nacional, da desverticalização e privatização das empresas, principalmente as distribuidoras, e nenhum investimento em novos empreendimentos, o país viveu a maior crise do setor elétrico de sua história, o chamado “apagão”. Em 2002, os prejuízos causados pelo racionamento levaram o governo a conceder empréstimos através do BNDES no valor de R$ 7,5 bilhões para as concessionárias recomporem seu equilíbrio econômico financeiro. Antecipou reajustes tarifários de 2,9% a 7,9%. O racionamento provocou um impacto na balança comercial de cerca de US$ 1 bilhão.
Enquanto isso, em São Paulo, o governador Mário Covas criou o PED (Programa Estadual de Desestatização através da Lei 9.361/1996), presidido pelo então vice-governador, Geraldo Alckmin, e implementou a mesma política de desmonte do setor elétrico nacional promovido por FHC.
De 1997 até 2006, Covas/Alckmin privatizaram quatro distribuidoras (CPFL, Eletropaulo, Bandeirante e Elektro), duas geradoras de energia elétrica (AES Tietê e Duke Energy), três distribuidoras de gás natural (Comgás, Gás Brasiliano e Gás Natural) e uma transmissora (CTEEP). A liquidação trouxe aos cofres públicos algo em torno de US$ 11 bilhões.
AGORA A VEZ É DA CESP
A CESP é a terceira maior geradora do país, responsável por 63% da energia produzida no estado e por 10% no país. Possui seis hidrelétricas com capacidade instalada de 7.456 MW. Gera atualmente 1.383 empregos diretos. Possui um ativo de US$ 10,8 bilhões e sua dívida foi reestruturada recentemente e encontra -se em R$ 7.247 milhões.
Folha de São Paulo - 09/06/2011 - 13h38
Alckmin diz que, com chuva, Eletropaulo não opera com segurança
O governador Geraldo Alckmin disse na manhã desta quinta-feira que a Eletropaulo não tem "condições mínimas" de operar com segurança em dias de chuva. Ontem, pelo menos um milhão de pessoas ficaram sem luz em nove cidades da Grande São Paulo. Alguns paulistanos ficaram às escuras por até 30 horas. Segundo o governador, a Secretaria de Energia estuda maneiras de acionar a concessionária. Ele disse ainda que pediu à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) que aumente o número de fiscais da Arsesp, agência reguladora dos serviços de energia do governo estadual.
"A concessionária vai ter que indenizar pessoas pelo prejuízo, além de tomar todas as medidas. O que está claro é que ela não tem as condições de operar com segurança quando tem chuva, tempestade", disse. "Não tem as condições mínimas de atendimento rápido ao usuário e, ao mesmo tempo, de prevenir esses problemas de tempestade e de vento que todo mundo sabe que ocorrem", emendou o Governador.
Falta investimentos na Eletropaulo, diz Aníbal
Bairros de São Paulo estão há mais de 30h sem luz
O vendaval provocado pela passagem do ciclone extratropical nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, ainda causa diversos transtornos em São Paulo. Apesar do fim da ventania, milhares de pessoas passaram boa parte do dia de ontem sem energia e em algumas áreas o apagão persiste.
Em entrevista ao repórter Patrick Santos, o secretário estadual de Energia, José Aníbal, revelou que “a situação é muito preocupante e todas as iniciativas que estão ao alcance estão sendo tomadas”. “A preocupação, vem pelo fato de que nós da Secretaria de Energia por determinação do governador, desde janeiro estamos conversando com a Eletropaulo todas as semanas, para que melhore o atendimento, não só o call center, mas também, para que esses torpedos funcionem. É fácil enviá-los, mas não há respostas”.
Aníbal enfatizou que a empresa deve “aumentar a quantidade de equipes à disposição para o atendimento das pessoas e com isso, mostrar o quanto é relevante diminuir o tempo de interrupção”. “O fato de ter residências com serviços interrompidos por mais de 30 horas é assustador. Aonde é que estão as equipes da empresa? Nós solicitamos, em fevereiro, o governador ligou e eu também liguei para o presidente da Anel, responsável por fiscalizar o setor, pedimos 38 novos fiscais (…) E até agora, nada”.
O secretário estadual de Energia alertou que “o ciclone, imprevistos não justificam. O que acontece é a falta de investimento. A empresa não está investindo adequadamente no que se refere ao atendimento e equipes de manutenção”.
A VERDADEIRA HISTÓRIA
Setor Energético e a herança dos governos FHC / Covas / Alckmin / Serra
Na década de 90, iniciou-se o desmonte do setor energético com a aprovação do PND (Programa Nacional de Desestatização ou Lei 8.031/90), ainda no governo Collor. Em 1995, o governo FHC alterou a Lei de Concessões e privatizou a Escelsa. Em 1996, criou a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).
Em 2001, após o abandono do planejamento energético nacional, da desverticalização e privatização das empresas, principalmente as distribuidoras, e nenhum investimento em novos empreendimentos, o país viveu a maior crise do setor elétrico de sua história, o chamado “apagão”. Em 2002, os prejuízos causados pelo racionamento levaram o governo a conceder empréstimos através do BNDES no valor de R$ 7,5 bilhões para as concessionárias recomporem seu equilíbrio econômico financeiro. Antecipou reajustes tarifários de 2,9% a 7,9%. O racionamento provocou um impacto na balança comercial de cerca de US$ 1 bilhão.
Enquanto isso, em São Paulo, o governador Mário Covas criou o PED (Programa Estadual de Desestatização através da Lei 9.361/1996), presidido pelo então vice-governador, Geraldo Alckmin, e implementou a mesma política de desmonte do setor elétrico nacional promovido por FHC.
De 1997 até 2006, Covas/Alckmin privatizaram quatro distribuidoras (CPFL, Eletropaulo, Bandeirante e Elektro), duas geradoras de energia elétrica (AES Tietê e Duke Energy), três distribuidoras de gás natural (Comgás, Gás Brasiliano e Gás Natural) e uma transmissora (CTEEP). A liquidação trouxe aos cofres públicos algo em torno de US$ 11 bilhões.
AGORA A VEZ É DA CESP
A CESP é a terceira maior geradora do país, responsável por 63% da energia produzida no estado e por 10% no país. Possui seis hidrelétricas com capacidade instalada de 7.456 MW. Gera atualmente 1.383 empregos diretos. Possui um ativo de US$ 10,8 bilhões e sua dívida foi reestruturada recentemente e encontra -se em R$ 7.247 milhões.
Folha de São Paulo - 09/06/2011 - 13h38
Assinar:
Postagens (Atom)