De acordo com a matéria publicada na Folha de São Paulo, edição 14/04/09, segundo dados do Ministério do Trabalho, 4,838 milhões de empregados estão associados a um sindicato no Brasil.
Maior número de empregos formais e disputa entre as centrais sindicais explicam crescimento; CUT é a que mais ganha filiados.
O número de trabalhadores filiados a sindicatos no país cresceu 13% de abril a dezembro do ano passado, passando de 4,285 milhões para 4,838 milhões, segundo último levantamento do Ministério do Trabalho (MTE). No período de oito meses, 553.362 trabalhadores se associaram a sindicatos.
A expansão da sindicalização é reflexo do aumento no número de empregos com carteira assinada (foi aberto 1,452 milhão de vagas no Brasil em 2008) e da disputa acirrada entre as centrais sindicais para filiar mais sindicatos, provar representatividade e assim receber parte maior do imposto sindical (o equivalente a um dia de salário do trabalhador).
Para ter direito aos recursos do imposto sindical, a lei nº. 11.648, que reconheceu as centrais, em março de 2008, determina que elas comprovem um mínimo de representatividade no mínimo 5% dos trabalhadores têm de ser sindicalizados. Em 2008, seis centrais receberam, juntas, R$ 62,968 milhões.
"É significativo esse aumento de meio milhão de trabalhadores no número de sindicalizados constatado pelo MTE. Como a atividade econômica estava aquecida, o trabalhador teve renda para bancar sua filiação e contribuir pagando a mensalidade a um sindicato", diz Clemente Gaz Lúcio, diretor-técnico do Dieese (...)
A CUT, ligada ao PT, aumentou em 244 mil o seu número de filiados e em 54 o número de sindicatos associados (...)
No levantamento do ministério, o número de sindicatos independentes (sem filiação) caiu no período avaliado. Passou de 4.170 para 3.675.
Para chegar ao número de 4,838 milhões de trabalhadores sindicalizados, o Ministério do Trabalho considerou as informações enviadas pelos sindicatos que se cadastraram no CNAES (Cadastro Nacional de Entidades Sindicais) por meio de um sistema informatizado, disponível no site do MTE (www.mte.gov.br). Esses sindicatos representam cerca de 19,728 milhões de trabalhadores. Na etapa seguinte, os sindicatos enviaram documentação comprovando as informações declaradas para que o MTE pudesse auferir esses dados.
O número de sindicalizados no Brasil (4,838 milhões segundo o MTE) equivale a 25% do total de trabalhadores que estão na base total dos 19,7 milhões de empregados representados pelas centrais sindicais, mas não necessariamente filiados a um sindicato.Se o número de sindicalizados constatado pelo MTE (4,838 milhões) for comparado ao total de trabalhadores com carteira assinada no país (38,578 milhões pela Pnad de 2007), esse percentual de sindicalização é menor: 12,54%.
Para Krein, da Unicamp, a ampliação do número de sindicalizados no país é "positiva" principalmente "no momento de crise que estamos vivendo". "São as centrais que apresentam mais condições de colocar em debate na sociedade as questões de interesse dos trabalhadores e de pressionar os governos para adotar medidas de enfrentamento da crise com garantia do crescimento econômico e de implementação de um conjunto de iniciativas que possam solucionar os problemas sociais."
Luiz Antonio de Medeiros Neto, secretário de Relações do Trabalho, diz que a tendência é que o número de sindicalizados aumente. "Como as centrais foram reconhecidas e são ouvidas nas decisões do Ministério do Trabalho, os sindicatos buscam se abrigar nas centrais para ter mais voz."
Na avaliação de Artur Henrique, presidente da CUT, o aumento do número de sindicalizados no Brasil é reflexo das ações sindicais a favor de trabalhadores. "No ano passado, por exemplo, 92% das categorias profissionais tiveram reajustes acima da inflação."
Quando há crescimento econômico, diz o presidente da CUT, as campanhas salariais resultam em mais ganhos, o que reflete de forma positiva na sindicalização. "Isso é muito positivo e demonstra que o trabalho realizado pelos sindicatos em 2006, 2007 e 2008 motivou os trabalhadores."
(...)Na crise econômica, segundo avalia, a taxa de sindicalização tende a diminuir. "Com as demissões, os trabalhadores deixam de ser sócios de sindicatos. Espero e acredito que isso não aconteça neste ano, até porque o setor automobilístico e o da construção civil já estão voltando a contratar", diz.
O presidente da CUT afirma que tem 3.438 sindicatos filiados (mais do que informa o MTE). "O que acontece é que muitos sindicados filiados ainda estão fazendo o registro no Ministério do Trabalho, pois antes eles não eram obrigados a ter esse registro. Os que estão nessa fase são principalmente os sindicados de trabalhadores dos setores públicos federal, estadual e municipal."
Isso significa que a representatividade da CUT, segundo Henrique, é muito maior do que a informada pelo MTE.
Fonte: Reportagem local: Claudia Rolli e Fátima Fernandes
Segue abaixo os índices de representatividade das centrais sindicais - exercício 2009 conforme publicação no Diário Oficial da União de 14/04/2009:
"Referência: 46000.005964/2009-91
Interessado:Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE
Assunto: Representatividade das centrais sindicais - exercício 2009 Consoante o disposto no art. 4º e parágrafos da Lei nº 11.648, de 31 de março de 2008 e na Portaria nº 194, de 17 de abril de 2008, e nos termos da Nota Técnica SRT/MTE/nº 48/2009, DIVULGO as centrais sindicais que atenderam aos requisitos previstos no art. 2º da referida Lei, com seus índices de representatividade, às quais serão fornecidos os respectivos Certificados de Representatividade - CR:
a) Central Única dos Trabalhadores - CUT, índice de representatividade de 36,79%;
b) Força Sindical, índice de representatividade de 13,10%;
c) União Geral dos Trabalhadores - UGT, índice de representatividade de7,19%;
d) Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil-CTB, índice de representatividade de 6,12%;
e) Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST, índice de representatividade de 5,47%;f) CGTB - Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, índice de representatividade de 5,02%.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
Reunião CTEEP de 15/04/09.
No dia 15/04/2009, às 14h00, no hotel Qually Vila Olímpia, em São Paulo, ocorreu reunião entre a CTEEP e o sindicato para discutir a PLR 2009.
Os sindicatos fizeram vários pleitos: Calcular os valores com base no resultado operacional da empresa: Reajustar os valore a serem pagos nas mesmas proporções de crescimento do faturamento que a empresa obteve nos últimos anos, na tentativa de ser fazer justiça na distribuição dos lucros. A empresa respondeu que neste momento a proposta era de se manter as mesmas condições de valores, metas e indicadores, mas queria levar os pleitos à direção.
Obs.: A última correção da PLR foi baseada, além da inflação, sobre o faturamento da empresa que era por volta de R$ 500 milhões. Atualmente, a estimativa de lucro da empresa é de aproximadamente R$ 3 bilhões, ou seja, seis vezes mais. Portanto, é inadmissível que a empresa pague o mesmo valor de PLR.
Segundo os representantes da CTEEP, a empresa analisará as reivindicações do Sinergia CUT e dará posição na próxima reunião a ser confirmada posteriormente. (A reunião está prevista para o dia 24/04).
Assedio moral em Taubaté, Cabreuva e Jupia: O Sinergia CUT repudiou a atitude da empresa em não tomar providencias cabíveis em relação ao assédio moral que os gerentes Clebersom de Taubaté, Fernando Crês de Cabreuva e Seixas de Jupiá vem realizando contra os trabalhadores proibindo-os de marcarem HE, intervalo intrajornada, inversão de jornada e ameaçando-os com demissões assim que acabar com a garantia de emprego em junho.
Os sindicatos fizeram vários pleitos: Calcular os valores com base no resultado operacional da empresa: Reajustar os valore a serem pagos nas mesmas proporções de crescimento do faturamento que a empresa obteve nos últimos anos, na tentativa de ser fazer justiça na distribuição dos lucros. A empresa respondeu que neste momento a proposta era de se manter as mesmas condições de valores, metas e indicadores, mas queria levar os pleitos à direção.
Obs.: A última correção da PLR foi baseada, além da inflação, sobre o faturamento da empresa que era por volta de R$ 500 milhões. Atualmente, a estimativa de lucro da empresa é de aproximadamente R$ 3 bilhões, ou seja, seis vezes mais. Portanto, é inadmissível que a empresa pague o mesmo valor de PLR.
Segundo os representantes da CTEEP, a empresa analisará as reivindicações do Sinergia CUT e dará posição na próxima reunião a ser confirmada posteriormente. (A reunião está prevista para o dia 24/04).
Assedio moral em Taubaté, Cabreuva e Jupia: O Sinergia CUT repudiou a atitude da empresa em não tomar providencias cabíveis em relação ao assédio moral que os gerentes Clebersom de Taubaté, Fernando Crês de Cabreuva e Seixas de Jupiá vem realizando contra os trabalhadores proibindo-os de marcarem HE, intervalo intrajornada, inversão de jornada e ameaçando-os com demissões assim que acabar com a garantia de emprego em junho.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
APOSENTADORIA DE ALCKIMIM
O BOM GERALDO!
ESTE NÃO PODE FALAR MAL DO LULA NEM DA DILMA.
APOSENTADORIA DE ALCKIMIM
Alckimim aposentou-se aos 42 anos. Documento do INSS obtido pela coluna mostra que o candidato a Presidente Alckimim não pode reclamar da vida: a aposentadoria especial para anistiado político, concedida em 1996 e requerida um ano antes, retroagiu a 5/10/1988 (8 anos de "retroação"!!) , um dia antes de ele completar 43 anos. O candidato a presidente tinha 22 anos de serviço, na ocasião. O benefício, que em 2005 totaliza R$ 8.862,57, está devidamente isento do pagamento de imposto de renda. Senhoras e Senhores, a notícia acima, trazida pela Guilhermina Ferreira Oliva mostra o que se convencionou chamar "dois pesos, duas medidas", pois, ao contrário dos simples mortais brasileiros, Alckimim aposentou-se sem mesmo atingir 25 anos de trabalho, foi contemplado retroativamente com a aposentadoria, mercê da Lei da Anistia, e recebe integralmente, como se na ativa ainda estivesse. O que ocorre, efetivamente, é que Alckimim JAMAIS foi anistiado, porque NUNCA foi cassado, somente esteve preso (em sala especial, não freqüentou celas com grades) na Polícia Federal. A totalidade dos cidadãos brasileiros, "ad eternum" pagará essa conta, EXCETO os anistiados, que estão, ISENTOS de pagamento de imposto de renda, taxação de inativos, e essas coisinhas desconfortáveis atribuídas à plebe rude, assim considerados todos os que não fazem parte da "turma", ou alguns cortesãos que obtiveram algumas ilegítimas migalhas. Os aposentados pelo INSS, sabem bem o que é trabalhar 35 ou mais anos, pagar aposentadoria pelo máximo (tem gente que pagou até pelo teto de 20 salários em salários mínimos) e recebe hoje, em valores de referência, algo que não ultrapassa R$ 1.600,00. Ou seja: bom mesmo foi ser preso, por qualquer motivo, ou até acusado, sem prisão (tudo isso muito melhor do que trabalhar feito doido por 35 anos ou mais...), que a lei da anistia estendeu o perdão amplo, geral e irrestrito, concedendo verdadeiros prêmios lotéricos aos contemplados, a considerar a diferença abissal entre as condições de aposentadoria dos anistiados e do resto da população. Alckimim NUNCA entrará em filas do INSS, não terá que ser recadastrado aos 90 anos. Sua Excelência não sabe o que é um batente diário, aposentou-se com 22 anos de contribuição, 43 anos de idade incompletos, e tudo bem!
Não há como deixar de dar razão a Ruy Barbosa:
"De tanto ver crescer a INJUSTIÇA, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos MAUS, o homem chega a RIR-SE da honra, DESANIMAR-SE da justiça e TER VERGONHA de ser honesto!"
ESTE NÃO PODE FALAR MAL DO LULA NEM DA DILMA.
APOSENTADORIA DE ALCKIMIM
Alckimim aposentou-se aos 42 anos. Documento do INSS obtido pela coluna mostra que o candidato a Presidente Alckimim não pode reclamar da vida: a aposentadoria especial para anistiado político, concedida em 1996 e requerida um ano antes, retroagiu a 5/10/1988 (8 anos de "retroação"!!) , um dia antes de ele completar 43 anos. O candidato a presidente tinha 22 anos de serviço, na ocasião. O benefício, que em 2005 totaliza R$ 8.862,57, está devidamente isento do pagamento de imposto de renda. Senhoras e Senhores, a notícia acima, trazida pela Guilhermina Ferreira Oliva mostra o que se convencionou chamar "dois pesos, duas medidas", pois, ao contrário dos simples mortais brasileiros, Alckimim aposentou-se sem mesmo atingir 25 anos de trabalho, foi contemplado retroativamente com a aposentadoria, mercê da Lei da Anistia, e recebe integralmente, como se na ativa ainda estivesse. O que ocorre, efetivamente, é que Alckimim JAMAIS foi anistiado, porque NUNCA foi cassado, somente esteve preso (em sala especial, não freqüentou celas com grades) na Polícia Federal. A totalidade dos cidadãos brasileiros, "ad eternum" pagará essa conta, EXCETO os anistiados, que estão, ISENTOS de pagamento de imposto de renda, taxação de inativos, e essas coisinhas desconfortáveis atribuídas à plebe rude, assim considerados todos os que não fazem parte da "turma", ou alguns cortesãos que obtiveram algumas ilegítimas migalhas. Os aposentados pelo INSS, sabem bem o que é trabalhar 35 ou mais anos, pagar aposentadoria pelo máximo (tem gente que pagou até pelo teto de 20 salários em salários mínimos) e recebe hoje, em valores de referência, algo que não ultrapassa R$ 1.600,00. Ou seja: bom mesmo foi ser preso, por qualquer motivo, ou até acusado, sem prisão (tudo isso muito melhor do que trabalhar feito doido por 35 anos ou mais...), que a lei da anistia estendeu o perdão amplo, geral e irrestrito, concedendo verdadeiros prêmios lotéricos aos contemplados, a considerar a diferença abissal entre as condições de aposentadoria dos anistiados e do resto da população. Alckimim NUNCA entrará em filas do INSS, não terá que ser recadastrado aos 90 anos. Sua Excelência não sabe o que é um batente diário, aposentou-se com 22 anos de contribuição, 43 anos de idade incompletos, e tudo bem!
Não há como deixar de dar razão a Ruy Barbosa:
"De tanto ver crescer a INJUSTIÇA, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos MAUS, o homem chega a RIR-SE da honra, DESANIMAR-SE da justiça e TER VERGONHA de ser honesto!"
terça-feira, 7 de abril de 2009
Mais do Mesmo.
Reunião sobre PCS CTEEP
Historico
Conforme já informamos no Orientação 054/09 de 18/03/09, a direção da CTEEP ao enviar para o Sindicato a proposta de planos de cargos e salários ao sindicato piorou o que já era ruim. E quem vai pagar a conta serão os trabalhadores.
Esse debate sobre Plano de Cargos e Salarios (PCS) vem permeando as negociações com a empresa desde 2002. Passou pelo “Projeto Atrium” que foi congelado, pois a prioridade deles (governo) passou a ser a privatização; retomou por insistência do Sinergia CUT nas mesas de negociações de 2006/2007/2008, sendo que neste último não havendo mais como se esquivar das reivindicações do sindicato e do descontentamento dos trabalhadores com a política salarial da empresa, a mesma se comprometeu através do parágrafo primeiro da cláusula 5ª do ACT 2008/2009 discutir com o sindicato um programa de PCS.
Nos meses de agosto/08 a janeiro/09 algumas reuniões foram realizadas, onde a empresa se limitou a apresentar uma proposta pronta elaborada pela Bozza Consultorias & Associados. Na ocasião, o sindicato apontou vários equívocos que continham na proposta da CTEEP.
Para a nossa surpresa, a empresa enviou o programa informando que estará sendo implementado a partir de 01/04/09. E não contemplou nenhuma das considerações feitas pelo Sinergia CUT. Portanto, apesar de estar estabelecido no Acordo Coletivo que a emrpesa deveria discutir com o sindicato, a proposta está sendo implantada unilateralmente pela empresa.
Dentre os pontos negativos do programa, destacamos alguns deles que, com certeza trarão prejuízo ao conjunto de trabalhadores:
· A CTEEP considerou que todos os adicionais pagos aos seus trabalhadores para fazer a comparação com outras empresas.
· Não foi considerado o período de maturação do trabalhador (tempo de casa). Ou seja, os trabalhadores com mais 20 anos de casa como eletricista 3 foram enquadrados como técnico júnior.
· Não destina verba específica para movimentação de plano de cargos e salarios.
· A maioria dos trabalhadores receberam menos de 5% de reajuste, sendo que vários deles receberam 0,8% (uma vergonha!).
· A avaliação do trabalhador continua sendo feito pelo coordenador, ou seja, predominará a “cor do olhos”.
· Quem estiver fora da faixa, poderá esperar até três anos para ser enquadrado.
Por esses e outros motivos, a posição do Sinergia CUT em relação ao programa implentado pela CTEEP é oportunista e prejudicará os trabalhadores, aqueles que têm mais tempo de empresa. E a mesma descumpriu o acordo coletivo ao não discutir com o sindicato.
Em virtude das reclamações do Sinergia, a Empresa convocou uma reunião no ultimo dia 02/04 às 14h00.
Comparecemos e mais uma vez...nos decepcionamos.
A empresa não disponibilizou as informações necessárias e, diante das nossas criticas, propôs ao sindicato que levantasse e apresentasse os nomes dos trabalhadores que foram prejudicados pela implantação do programa.
Como se ela já não soubesse de todos os erros que cometeu!!!
Para discutirmos quais as próximas ações a serem tomadas, estamos pautando o assunto em uma Reunião de Coordenação do Sinergia CUT, no próximo dia 13/04, às 14h00.
Historico
Conforme já informamos no Orientação 054/09 de 18/03/09, a direção da CTEEP ao enviar para o Sindicato a proposta de planos de cargos e salários ao sindicato piorou o que já era ruim. E quem vai pagar a conta serão os trabalhadores.
Esse debate sobre Plano de Cargos e Salarios (PCS) vem permeando as negociações com a empresa desde 2002. Passou pelo “Projeto Atrium” que foi congelado, pois a prioridade deles (governo) passou a ser a privatização; retomou por insistência do Sinergia CUT nas mesas de negociações de 2006/2007/2008, sendo que neste último não havendo mais como se esquivar das reivindicações do sindicato e do descontentamento dos trabalhadores com a política salarial da empresa, a mesma se comprometeu através do parágrafo primeiro da cláusula 5ª do ACT 2008/2009 discutir com o sindicato um programa de PCS.
Nos meses de agosto/08 a janeiro/09 algumas reuniões foram realizadas, onde a empresa se limitou a apresentar uma proposta pronta elaborada pela Bozza Consultorias & Associados. Na ocasião, o sindicato apontou vários equívocos que continham na proposta da CTEEP.
Para a nossa surpresa, a empresa enviou o programa informando que estará sendo implementado a partir de 01/04/09. E não contemplou nenhuma das considerações feitas pelo Sinergia CUT. Portanto, apesar de estar estabelecido no Acordo Coletivo que a emrpesa deveria discutir com o sindicato, a proposta está sendo implantada unilateralmente pela empresa.
Dentre os pontos negativos do programa, destacamos alguns deles que, com certeza trarão prejuízo ao conjunto de trabalhadores:
· A CTEEP considerou que todos os adicionais pagos aos seus trabalhadores para fazer a comparação com outras empresas.
· Não foi considerado o período de maturação do trabalhador (tempo de casa). Ou seja, os trabalhadores com mais 20 anos de casa como eletricista 3 foram enquadrados como técnico júnior.
· Não destina verba específica para movimentação de plano de cargos e salarios.
· A maioria dos trabalhadores receberam menos de 5% de reajuste, sendo que vários deles receberam 0,8% (uma vergonha!).
· A avaliação do trabalhador continua sendo feito pelo coordenador, ou seja, predominará a “cor do olhos”.
· Quem estiver fora da faixa, poderá esperar até três anos para ser enquadrado.
Por esses e outros motivos, a posição do Sinergia CUT em relação ao programa implentado pela CTEEP é oportunista e prejudicará os trabalhadores, aqueles que têm mais tempo de empresa. E a mesma descumpriu o acordo coletivo ao não discutir com o sindicato.
Em virtude das reclamações do Sinergia, a Empresa convocou uma reunião no ultimo dia 02/04 às 14h00.
Comparecemos e mais uma vez...nos decepcionamos.
A empresa não disponibilizou as informações necessárias e, diante das nossas criticas, propôs ao sindicato que levantasse e apresentasse os nomes dos trabalhadores que foram prejudicados pela implantação do programa.
Como se ela já não soubesse de todos os erros que cometeu!!!
Para discutirmos quais as próximas ações a serem tomadas, estamos pautando o assunto em uma Reunião de Coordenação do Sinergia CUT, no próximo dia 13/04, às 14h00.
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