NOVOS TEMPOS, VELHAS PRÁTICAS
O que pareceria impossível, aconteceu. A direção da CTEEP ao enviar na semana passada a proposta de planos de cargos e salários ao sindicato piorou o que já era ruim. E quem vai pagar a conta serão os trabalhadores.
Esse debate sobre Plano de Cargos e Salarios (PCS) vem permeando as negociações com a empresa desde 2002. Passou pelo “Projeto Atrium” que foi congelado, pois a prioridade deles (governo) passou a ser a privatização; retomou por insistência do Sinergia CUT nas mesas de negociações de 2006/2007/2008, sendo que neste último não havendo mais como se esquivar das reivindicações do sindicato e do descontentamento dos trabalhadores com a política salarial da empresa, a mesma se comprometeu através do parágrafo primeiro da cláusula 5ª do ACT 2008/2009 discutir com o sindicato um programa de PCS.
Nos meses de agosto/08 a janeiro/09 algumas reuniões foram realizadas, onde a empresa se limitou a apresentar uma proposta pronta elaborada pela Bozza Consultorias & Associados. Na ocasião, o sindicato apontou vários equívocos que continham na proposta da CTEEP.
Para a nossa surpresa, a empresa enviou ao sindicato na última semana o programa informando que estará sendo implementado a partir de 01/04/09. E não contemplou nenhuma das considerações feitas pelo Sinergia CUT. Portanto, apesar de estar estabelecido no Acordo Coletivo que a emrpesa deveria discutir com o sindicato, a proposta está sendo implantada unilateralmente pela empresa.
Dentre os pontos negativos do programa, destacamos alguns deles que, com certeza trarão prejuízo ao conjunto de trabalhadores:
· A CTEEP considerou que todos os adicionais pagos aos seus trabalhadores para fazer a comparação com outras empresas.
· Não foi considerado o período de maturação do trabalhador (tempo de casa). Ou seja, os trabalhadores com mais 20 anos de casa como eletricista 3 foram enquadrados como técnico júnior.
· Não destina verba específica para movimentação de plano de cargos e salarios.
· A maioria dos trabalhadores receberam menos de 5% de reajuste, sendo que vários deles receberam 0,8% (uma vergonha!).
· A avaliação do trabalhador continua sendo feito pelo coordenador, ou seja, predominará a “cor do olhos”.
· Quem estiver fora da faixa, poderá esperar até três anos para ser enquadrado.
Por esses e outros motivos, a posição do Sinergia CUT em relação ao programa implentado pela CTEEP é oportunista e prejudicará os trabalhadores, aqueles que têm mais tempo de empresa. E a mesma descumpriu o acordo coletivo ao não discutir com o sindicato.
O Sinergia CUT, para garantir os direitos dos trabalhadores, analisará a proposta para verificar a possibilidade de discutir esse assunto ou a possibilidade de denunciar no Ministerio Público do Trabalho.
quarta-feira, 18 de março de 2009
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